Ah… se eu acreditasse no amor

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Gostaria de saber aonde vai parar nossa crença no amor, quando simplesmente a abandonamos no meio do caminho. Gostaria de saber qual é o momento que simplesmente abrimos mão de acreditar nessa epifania, que é ter o outro em sua vida. Se estamos ciente do ato, ou simplesmente abandonamos como somos abandonados. Ter tal resposta talvez não seja a solução, já que o melhor seria não pensar. E como parar de?

Se eu acreditasse no amor, poderia crer em você. No que você desperta e reacende. Essa vaga lembrança de uma promessa. Uma vaga e ilusória promessa. Essa chama traiçoeira é minha amiga, não a desprezo, não tenho medo e nem atração. É como se eu observasse de soslaio – e respiro aliviado por isso – e debochasse internamente, ciente dos perigos dela.

Nesse revirar de sentimentos que é ter por perto o que te preenche mas não te toca, e nem te pertence, um vácuo permanece cheio de nãos. É como se fosse impossível acreditar de novo que esse buraco fosse nutrido de possibilidades. Foram tantas implosões nesse local que me pergunto: como salvar de tal falácia? É isso, meu coração é um equivoco. Tadinho.

Se sentir feliz por respirar perto do outro, poder contar com a atenção alheia, sofrer pelo distanciamento, são tudo miríades a deturpar a realidade. E convenhamos, depois de uma certa idade, não cair nesses bueiros sentimentais é uma dádiva. Uma benção. Assim como deve ser a benção das sujeiras que se pode trocar em comunhão com o outro. E quando se vive das rejeições alheias, como se deve viver?

Se eu acreditasse no amor, sua pele faria sentido, bem como sua boca e seu toque ligeiro e atrapalhado. Se eu acreditasse… ah… acharia que seus líquidos eram para mim, que sua esperança era minha, e que a necessidade de errar juntos teria meu sobrenome. Nada somos além do que uma lembrança distorcida e morna, do que poderia ter sido e não foi. Não acreditar no amor me salvou de ver graça do seu hálito agridoce. Fui salvo pela descrença. Pela estupidez da desesperança.

Nunca sabemos os atalhos que a vida nos oferece e nos sustos que a vida nos prega. Estar diante de você é como se assustar e não se abalar. Como se algo dentro de mim risse, mesmo que eu por fora não esboce nenhuma reação. Ou na dúvida desesperada de não saber o que fazer com você por perto, calasse a ironia das certezas e me deixasse levar, falsamente pela sua presença momentânea.

Os instantes… me preenchi deles e talvez eles devam me bastam. Não poder mais esbarrar em seu corpo descredenciado da minha pessoa, descrente da minha possibilidade, é um alivio e uma saudade tolinha. Daquelas que desobedecem a rotina da vida e ousa olhar para trás, para sofrer um pouco mais, só um pouquinho mais… sempre a necessidade desse tiquinho… de mais.

Se eu acreditasse no amor, teria pedido para você: fica. Se eu acreditasse no amor teria te maltratado só para te testar e te provocar. Reagir bobamente só demonstra que nada sei sobre ele e você, sobre vocês. Essa oportunidade desperdiçada. Que devo largar na próxima esquina, que assim como os outros, me esqueceu a mínguas.

Me leve de volta pra casa. Eu quero voltar para você. Eu estou sentindo que me deixaram sozinho com meu pecados. E gostaria de poder simplesmente ligar para você novamente. Eu não estou apaixonado por você, mas poderia estar… Apenas me leve para casa, me leve” – Kristen Marie (City)

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