Eu te amei sem você

(…) Eu te amei sem você. Só uma palavra. Imagens. Você andando. Você andando na praia. O riso. Gestos libertos. (…) um amor desfalecendo. Sigo com tua sombra guardada dentro de mim.

(…) A solidão coleciona rostos

(…) Antes sofrer que impor o que quer que seja. Antes renunciar. Vou lhe deixando rastros. Mas estes sinais serão perceptíveis a quem não ama?

(…) É ilusão quando no sentimos felizes?

(…) Nunca desejei tanto uma pessoa. Nunca senti tanto a falta de alguém.

(…) Por quanto tempo hei ainda de procurar por alguém que precise de mim urgentemente?

(…) Espero que você esteja bem. Porque eu não.

(…) Foi apenas um fim. Ele não me amava. Eu o amo. Uma história.

(…) O desejo é esculpido lentamente. Frágil porcelana contendo o tempo que não passa. Sonho tocar… Resisto e espero.

(…) Meu corpo verga, gira, dilacerado ainda se move. Sangue. Perfume. Cores. Mergulho no ar. Tudo é artificial aqui no meu quarto. Escuro. Escrito. O rumor de cabelos pelas minhas mãos. O sol brilha no peito. Embora o tempo me fira, eu continuo. Morte.

(…) O passado não me conforta. E do futuro o que esperar? Talvez alguma tranqüilidade. Mas o que fazer se o olhar insiste, quando reconheço, em mais um rapaz, imagens tão preciosas e sensações tão delicadamente arrebatadas? E se, por acaso, ele sorri, ou simplesmente se deixa ver, a terra fende e sou lançado a abismos (…)

Denilson Lopes
(fragmentos do texto “Caderno T”, presente no livro “ O homem que amava rapazes”)

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