Alice na sua casa

 

by Elói Correa

 

Não sei bem como começou. Mas derrepente eu estava expondo Alice – a personagem de Réquiem para um rapaz triste – na casa de alguém. Acho que a primeira vez foi na casa de Beto e Renê, tenho uns registros fotográficos – preciso escanear (essa palavra existe?) para colocar “aqui”- mas não me lembro do que foi feito. Se foi a peça toda, fragmentos, enfim…

Depois teve a casa do Ricardo Silva – em São José dos Campos – num aniversário, acho que da mulher. Meio despropositado algo tão melancólico numa festa “feliz”. Mas foi legal, foi meio que no quintal da casa – algo impensado hoje – e as pessoas ficaram atentas a ouvir aquele “ser” vindo de São Paulo.

Teve a casa da minha tia Emilia, em Itapevi. Outro aniversário. Apresentação estranha com o povo dividido, adultos querendo ver, crianças curiosas, uns tentando burlar os outros. Um olhando, outros desconfiando, família dos familiares, enfim…(2)

Teve também um dia na ap de Gal em plena praça Roosevelt. A observação curiosa é que foi a primeira vez que eu me perdi no meio do texto e tive que voltar do começo. A vista do ap dela era linda e viamos aquele mar de prédio, e ao olhar aquilo tudo, fiquei por ali, não consegui me achar mais, rs. O que eu fiz? recomecei.

Mas foi em Salvador (BA) que a peça em seu formato “casa dos outros” atingiu o formato mais interessante. Foi quase como fazê-la num palco. Apartamento lotado, Fabrício Valverde – o locatário do apartamento – preocupadíssimo com a recepção das pessoas, platéia totalmente desconhecida, graças (entre outras pessoas) a Cristiane e Gal, que trataram de agitar o povo.

No mesmo prédio alguns dias depois, refizemos a peça desta vez no hall, e tome mais pessoas, algumas diferentes da primeira sessão, outras iguais. Entre uma e outra, presentes na platéia, pessoas para sempre como: Saulo Moreira, Marcelo Sousa Brito, Cristiane Barreto, Ceci Alves, entre outros. Agradecido sempre pela gentileza de Fabrício – tenho uma foto dele varrendo o chão que eu sujaria em seguida com as inúmeras bitucas de cigarro. Preciso scannear (será que agora está certo a palavra?).

Na mesma Salvador teve uma apresentação na casa de Sayonara, mas esse quase ninguém se interessou, mas estava lá a escudeira Ceci e Luciana Zacarias, que teve quase uma apresentação exclusiva. Ahhhh como gosto de ser Alice.

Muitas pessoas se interessaram neste formato, mas quase nenhuma topou a empreitada na real. Dentro do esquema casa, também teve a vez que o Réquiem fez parte do “Dramática” e foi apresentada dentro de uma edição do Festival de Cinema da Diversidade Sexual e foi apresentada num quarto, com uma cama de casal e uma impagável penteadeira, de Ferdinando Martins e Beto Sato, foi ótima essa apresentação, embora meu “palco” só pudesse ter sido a cama, pois quase não tinha como pisar no chão – o povo tava todo em volta. Pena que as fotos de tal apresentação se perderam.

Recentemente foi à casa de Diego Durso que recebeu a peça. O famoso prédio redondo entre a Avenida Ipiranga e a Consolação, recebeu os convidados da peça em duas sessões lotadas. Foi também o dia em que a bolsa da Alice – a peça foi inúmeras vezes apresentada de graça, e no final passava a bolsa (o chapéu dela) para que as pessoas contribuíssem com a quantia que quisessem – teve o melhor rendimento. O que seria de nós (Eu e Alice) sem os amigos? Penso sempre.

A próxima parada nesse “esquema de casa dos outros” é a de Lucimara Amorim. Fã do trabalho, presente em não sei quantas apresentações, sempre pronta a se emocionar, a me abraçar no final, a levar público para conhecer a Alice e suas divagações.

Agora a Lucimara mora só, e sua casa será habitada por Alice e seus cigarros. É como se a Alice fosse convidada a visitar uma amiga, tal a identificação de Lucimara com a peça. Com certeza mais uma dessas Alices que fui conhecendo com o passar do tempo e que a peça me trouxe como amiga.

Anote ai o endereço e apareça, o esquema é o mais informal possível, é só chegar. EU, Alice e Lucimara esperaremos vocês.
Dia 26/11 às 21hs
Casa da Lucimara
Rua Pedro da silva Gomes n° 113 – Próximo (10 minutos) ao Terminal Cachoeirinha – Zona Norte
Qualquer coisa os telefones de contato são: (11) 7497-4207 (o meu) e o (11) 6914 – 4408 (Lucimara)

Observação: Será cobrado o valor simbólico de R$ 5. Lucimara considera inadmissível que eu a faça completamente de graça. Obrigado desde já Lu.

Observação 2: Ir até a casa de Lucimara é quase um safári na zona norte, rs

Segue abaixo as instruções:
971-D Jardim Damasceno / Center Norte: Esse ônibus passa em santana na Avenida Cruzeiro do Sul, pra quem vier de santana, e também passa na avenida Imirim no trecho entre a Avenida Engenheiro Caetano Alvares e o Largo do Japonês (Terminal Cachoeirinha), pra quem vier desta região. Deve-se descer na Avenida Penha Brasil altura do número Alvares e o Largo do Japonês (Terminal Cachoeirinha), pra quem vier desta região. Deve-se descer na Avenida Penha Brasil altura do número 1410, é uma boa referência para descer no ponto certo o piscinão que existe ao lado esquerdo da Avenida Penha Brasil no caminho que o ônibus faz,desça no segundo ponto após o piscinão.

9784 Jardim dos Francos / Barra Funda: Esse ônibus atende apenas o trecho da Avenida Imirim citado anteriormente e é também uma boa opção para as pessoas que vierem de metrô de outras regiões que não a Norte, pois ele sai do metro Barra Funda. Todos as orientações sobre o ponto de ônibus onde se deve descer citadas anteriormente também são válidas para este ônibus.

Quem quiser se arriscar… hauahuha
Será bem vindo

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